Um aviso aos amigos e desavisados: se alguém o chamar de querida ou querido fingi que não é com você e vai embora. Gente que chama os outros de “querida” nunca é por uma boa causa. Quando escuto alguém começar a frase com essa palavrinha já sei que vem chateação. Chega a me dar arrepios. Porque ela engana. Parece que é uma palavra boa mas não é.
- Querida, o cartão não tá passando. Você tem outro?
- Querido, você precisa ligar pra outro departamento e eles só atendem entre seis e nove da manhã. Agora só amanhã.
- Queridinha, seu carro tava estacionado aqui na frente? Acho que ainda dá pra pegar se você correr...aaaah você tá de salto, que pena.
E casais que só se tratam assim ou por bem, na verdade beeeeem, ou ‘mooooor ou algum outro apelido que da vergonha alheia. Tudo bem na intimidade, mas na frente de todo mundo...não faz isso com a gente. As vezes acho que eles esqueceram o nome um do outro e estão sem graça de perguntar.
Tinha uma conhecida que só se referia ao marido como benzinho. Cheguei a achar que o nome do homen era Benjamin e que o apelido era Ben, como no inglês, e então ela o chamava de Benzinho como diminutivo de Ben. Não era. Ele se chamava José Maria.
- Tenho que ir pra casa que Benzinho vai chegar e tenho que colocar o jantar pra ele.
- Benzinho tá me esperando pra almoçar. Preciso ir.
- Ah, vou fazer camarão pro Benzinho comer no domingo.
Chegamos à conclusão que Benzinho tinha grandes dificuldades em se alimentar sozinho. Coitado. Ainda bem que tinha Benzinha pra ajudar.
E chamar de marido o marido? De onde veio isso? Deve ser fácil se a pessoa se divorciar e casar de novo. Não precisa se preocupar em errar o nome. Mas acho que esse tipo de gente nunca deve se separar. Devem viver felizes para sempre em algum mundinho inventado por eles. Felizes até uma querida aparecer.
- Querida, vem cá conhecer meu marido. Gisele, esse é meu marido. Marido, essa é Gisele, minha amiga do cursinho de biscuit.
- Prazer Gisele.
- Como assim prazer?! Nós já nos conhecemos e muito bem, né, Rodolfo?
- Rodolfo? Como assim Rodolfo? Como você conhece a Gisele, marido?
- Fala Rodolfo. Fala, como nós nos conhecemos.
- ‘Mor, ela é cliente do banco. Acho que o Antenor tá me chamando. ‘Cença.
- Querida, sinto ser eu te dizer isso, mas o “Seu Marido” não é boa bisca não.
- Querida, o cartão não tá passando. Você tem outro?
- Querido, você precisa ligar pra outro departamento e eles só atendem entre seis e nove da manhã. Agora só amanhã.
- Queridinha, seu carro tava estacionado aqui na frente? Acho que ainda dá pra pegar se você correr...aaaah você tá de salto, que pena.
E casais que só se tratam assim ou por bem, na verdade beeeeem, ou ‘mooooor ou algum outro apelido que da vergonha alheia. Tudo bem na intimidade, mas na frente de todo mundo...não faz isso com a gente. As vezes acho que eles esqueceram o nome um do outro e estão sem graça de perguntar.
Tinha uma conhecida que só se referia ao marido como benzinho. Cheguei a achar que o nome do homen era Benjamin e que o apelido era Ben, como no inglês, e então ela o chamava de Benzinho como diminutivo de Ben. Não era. Ele se chamava José Maria.
- Tenho que ir pra casa que Benzinho vai chegar e tenho que colocar o jantar pra ele.
- Benzinho tá me esperando pra almoçar. Preciso ir.
- Ah, vou fazer camarão pro Benzinho comer no domingo.
Chegamos à conclusão que Benzinho tinha grandes dificuldades em se alimentar sozinho. Coitado. Ainda bem que tinha Benzinha pra ajudar.
E chamar de marido o marido? De onde veio isso? Deve ser fácil se a pessoa se divorciar e casar de novo. Não precisa se preocupar em errar o nome. Mas acho que esse tipo de gente nunca deve se separar. Devem viver felizes para sempre em algum mundinho inventado por eles. Felizes até uma querida aparecer.
- Querida, vem cá conhecer meu marido. Gisele, esse é meu marido. Marido, essa é Gisele, minha amiga do cursinho de biscuit.
- Prazer Gisele.
- Como assim prazer?! Nós já nos conhecemos e muito bem, né, Rodolfo?
- Rodolfo? Como assim Rodolfo? Como você conhece a Gisele, marido?
- Fala Rodolfo. Fala, como nós nos conhecemos.
- ‘Mor, ela é cliente do banco. Acho que o Antenor tá me chamando. ‘Cença.
- Querida, sinto ser eu te dizer isso, mas o “Seu Marido” não é boa bisca não.
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